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Como lidar com pedágios? O custo do serviço deve incluir esse valor

Estradas com concessão são uma realidade no Brasil. Apesar dos custos apresentados por essa modalidade de vias, as operadoras não são de todo ruins. É mais fácil, administrativamente falando, lidar com custos fixos, tal qual pedágios, do que variações como a perda da carga em acidentes, desvios por falta de pavimentação e manutenções mais constantes nos veículos.

Por isso, apesar de o custo com estradas concedidas ser elevado e pesar na balança logística, ele é algo previsível. Nesse cenário, é preciso entender como lidar com pedágios e utilizar disso como uma vantagem competitiva para o negócio.

Vamos ver mais sobre o assunto? Acompanhe o texto!

Vale-pedágio obrigatório

Segundo a lei nº 10.209, o embarcador de carga lotação é responsável pelo pagamento antecipado e liberação de referente recibo ao transportador antes de uma viagem ser iniciada. O não cumprimento dessa medida acarreta em multa mínima de R$ 500,00.

Com essa lei em vigência, o custo de pedágio do frete é transferido ao embarcador, deixando a transportadora e o motorista livres da taxa. Por outro lado, essa prática não é uma constante no mercado e, mesmo com as penalizações, os embarcadores ainda preferem não pagar o custo do vale-pedágio obrigatório.

Cobrança de pedágio por fração de 100 kg

No caso de carga fracionada, uma maneira interessante para ser feita a cobrança é dividindo a capacidade do veículo em frações de 100 Kg e fazendo a cobrança do frete por elas. Como não existe nenhuma lei quanto ao repasse de frete no caso de cargas fracionadas, é interessante trabalhar de forma que esse custo seja de responsabilidade do cliente.

No modelo que estamos falando, o cálculo é feito da seguinte maneira: calcula-se o peso de carga de cada embarcador, divide-se esse valor por 100 e faz-se o arredondamento para cima. Terminado isso, teremos o número de frações que deverão ser cobradas de cada cliente. Para ter o valor ideal a ser repassado, podemos utilizar uma tabela como base.

Recebimento adiantado dos custos

Alguns sites permitem calcular os custos completos de um frete. No QualP, por exemplo, é possível apontar o número de eixos do veículo, o consumo de gasolina por quilômetro, o custo do combustível e a necessidade de ter viagem de volta. Com esses dados, o site calcula o custo da viagem, mostra os pontos de cobrança do pedágio e infere o gasto com combustível.

Munido dessas informações, é possível pedir o pagamento adiantado dos pedágios ao cliente, mostrando seu custo real. Dessa forma, o valor pode ser embutido no frete e o cliente paga sem ter ciência de que o pedágio está ali, ou os valores podem ser separados e repassados individualmente.

A melhor prática, nesse caso, é embutir o frete no custo do transporte. Pode parecer algo oriundo de má-fé, mas esse modo de operar é completamente legal e evita prejuízos para a transportadora.

Reembolso dos pedágios pagos

Se o embarcador estiver resistente com o adiantamento dos pedágios ou com o preço do frete que já abarca tais custos, outra maneira de a cobrança ser feita é por meio de reembolso. Nesse caso, o contrato precisa deixar bem claras as obrigações de ambas as partes, inclusive frisando a maneira de recebimento dos pedágios.

Para valer, o transportador precisará guardar os recibos de cada pedágio que passar (nos modelos de pagamento automático isso já fica registrado no sistema e a transportadora só precisa imprimir os papéis). Ao retornar, essas informações são repassadas ao cliente e ele restituirá o valor gasto com pedágios dentro do prazo estabelecido em contrato.

No mais, os custos com operadoras podem ser onerosos para a transportadora, mas apenas se ela não souber como trabalhar com eles. Nos modelos apresentados aqui, os gastos de frete são totalmente repassados aos embarcadores e isso facilita a obtenção de uma margem de lucro saudável.

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